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A nossa casa

De onde vem o que vendemos

Uma página que responde às perguntas que se deveria poder fazer a qualquer vendedor de óleo de argão: de onde vem o produto, quem o fez e o que é realmente verificável.

Uma região, não um país

A arganeira só cresce no sudoeste marroquino — a planície do Souss e as encostas do Anti-Atlas, entre Agadir, Essaouira e Taroudant. De lá, e de mais lado nenhum, vem todo o óleo de argão do mundo.

Dizer «óleo de argão de Marrocos» diz por isso pouco: é uma tautologia. A pergunta útil é mais precisa — de que cooperativa, prensado quando e quanto tempo depois da colheita.

Porque compramos a cooperativas femininas

O descasque da noz de argão resiste ainda à mecanização: faz-se à mão, contra uma pedra. Esse trabalho foi sempre realizado pelas mulheres do Souss, e durante muito tempo os intermediários ficaram com a maior parte do valor.

As cooperativas femininas invertem essa lógica: são as produtoras que descascam, prensam, embalam e vendem. Compramos-lhes por duas razões, uma ética e outra inteiramente interesseira — o dinheiro chega a quem faz o trabalho, e uma cooperativa que prensa no local pode fazê-lo poucos dias após a colheita.

O que fazemos

As nossas amêndoas são torradas e depois prensadas a frio nas 48 horas seguintes à colheita. Sem solventes, sem refinação, sem aditivos nem conservantes. O óleo vai para o frasco tal como está.

É esse prazo curto que mais conta. Um óleo obtido de amêndoas armazenadas durante meses perde parte da sua vitamina E e muitos dos seus aromas — e nada no rótulo o deixa ver.

O que não fazemos

Não vendemos óleo de argão cosmético. É outro produto, de amêndoas cruas, que exige outra cadeia — e preferimos fazer bem uma só coisa.

Não reivindicamos qualquer selo que não tenhamos, não mostramos avaliações de clientes que não recebemos e não atribuímos virtudes médicas aos nossos produtos. Um óleo é um alimento. Tem um sabor que nada substitui; já é muito.

Faça-nos uma pergunta

Se faltar alguma informação neste site — origem precisa, data de prensagem, composição — escreva-nos. É exatamente o tipo de pergunta a que um vendedor deveria saber responder, e não o conseguir é já uma resposta.

Para aprofundar, o nosso artigo sobre as cooperativas femininas do Souss explica o funcionamento do setor, e os nossos critérios para reconhecer um óleo autêntico valem para qualquer vendedor, nós incluídos.

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